7 passos da cirurgia robótica para câncer de próstata: como funciona o procedimento e a recuperação

Receber o diagnóstico de um tumor maligno é um momento que paralisa o tempo. Para o homem, ouvir que precisará enfrentar um tratamento oncológico na região pélvica desperta, de imediato, uma série de temores profundos. O medo da dor, a ansiedade em relação à cura e, sobretudo, o terror de perder a potência sexual e o controle sobre a própria urina são sentimentos válidos, reais e que acompanham praticamente todos os pacientes que entram no consultório urológico. Contudo, é fundamental que uma mensagem de esperança e ciência seja estabelecida logo no início desta jornada: a medicina nunca esteve tão avançada e preparada para proteger a sua vida e a sua dignidade.

O advento das plataformas tecnológicas transformou radicalmente a abordagem cirúrgica dos tumores pélvicos. Hoje, a cirurgia robótica para câncer de próstata representa o ápice da inovação médica, unindo a precisão milimétrica dos braços mecânicos ao conhecimento anatômico apurado do cirurgião. Longe dos grandes e dolorosos cortes do passado, o paciente moderno tem à sua disposição um método minimamente invasivo, que foca não apenas na erradicação completa da doença, mas na preservação máxima das estruturas saudáveis que garantem a sua qualidade de vida.

Neste guia definitivo e abrangente, vamos caminhar lado a lado com você por todas as etapas deste processo. Nosso objetivo é iluminar o desconhecido. Explicaremos, com riqueza de detalhes anatômicos e fisiológicos, o que é a próstata, como a doença se instala, o funcionamento fascinante do robô no centro cirúrgico e o passo a passo exato do seu tratamento. Abordaremos também a preparação psicológica da família e o roteiro completo da sua recuperação pós-operatória. Acreditamos que a informação clara, embasada e ética é o primeiro remédio administrado ao paciente. Acompanhe a leitura e descubra como a tecnologia atua a favor da sua longevidade.

H2: Entendendo o inimigo: A anatomia da próstata e o desenvolvimento do câncer

Para compreender a genialidade da cirurgia robótica para câncer de próstata, é preciso primeiro entender o campo de batalha. A próstata é uma glândula pequena — do tamanho e formato aproximado de uma noz —, maciça e de extrema importância, exclusiva do sistema reprodutor masculino.

A localização estratégica e a função da glândula

Anatomicamente, a próstata está localizada na parte inferior do abdômen (pelve), repousando exatamente abaixo da bexiga urinária e à frente do reto (a porção final do intestino grosso). Ela abraça a uretra, o canal em formato de tubo que transporta a urina da bexiga para fora do corpo, passando por dentro do pênis.

Sua função fisiológica primária não está ligada à urina, mas sim à reprodução. A próstata é uma fábrica de fluidos. Ela produz cerca de 30% do líquido seminal (sêmen), uma secreção rica em enzimas, zinco e ácido cítrico que tem a missão de nutrir, proteger e aumentar a mobilidade dos espermatozoides (produzidos nos testículos) durante a ejaculação, garantindo que eles sobrevivam ao ambiente ácido do trato reprodutivo feminino.

O surgimento do tumor maligno

O câncer de próstata se inicia quando as células do tecido glandular prostático (frequentemente na zona periférica da glândula, a parte mais externa) sofrem mutações no seu DNA. Essas mutações “desligam” o mecanismo natural de morte celular programada (apoptose) e fazem com que essas células comecem a se multiplicar de forma acelerada, caótica e desorganizada, formando um tumor sólido.

Em sua vasta maioria, o adenocarcinoma de próstata (tipo histológico mais comum) tem um crescimento muito lento. Ele pode levar anos, ou até décadas, para causar qualquer sintoma perceptível. O grande perigo reside na agressividade de algumas variantes celulares que, se não diagnosticadas a tempo, adquirem a capacidade de romper a cápsula prostática, invadir as vesículas seminais vizinhas e viajar pela corrente sanguínea ou sistema linfático para se alojar em outros órgãos, especialmente nos ossos (metástase óssea), linfonodos pélvicos, fígado e pulmões. O tratamento cirúrgico visa extirpar a doença enquanto ela ainda está restrita (confinada) ao interior da glândula.

H2: A revolução tecnológica: O que é a cirurgia robótica para câncer de próstata?

Quando um urologista indica a cirurgia para a remoção do tumor, o procedimento recebe o nome técnico de Prostatectomia Radical. Historicamente, essa cirurgia era feita pela via “aberta” (retropúbica ou perineal), exigindo uma incisão que ia da região abaixo do umbigo até o osso púbico, afastando músculos e tecidos. A videolaparoscopia (cirurgia por furos com pinças retas) foi um avanço, mas esbarrava na rigidez dos instrumentos e na visão bidimensional (2D).

cirurgia robótica para câncer de próstata superou todas as barreiras anteriores. O sistema cirúrgico robótico (como a consagrada plataforma Da Vinci) não é um robô autônomo. Ele é um sofisticado sistema de telemanipulação “mestre-escravo”, onde a máquina não executa absolutamente nenhum movimento que não tenha sido milimetricamente comandado pelas mãos do cirurgião. O equipamento é composto por três componentes principais:

1. O Console do Cirurgião

No centro cirúrgico, o médico não veste avental estéril para ficar em pé ao lado do paciente. Ele senta-se em um console ergonômico localizado a poucos metros da mesa de cirurgia. Neste console, o médico repousa o rosto em um visor binocular que entrega uma imagem imersiva, em três dimensões (3D) e alta definição (HD). Essa ótica amplia as estruturas internas do paciente em até 15 vezes. As mãos do cirurgião manipulam controles delicados (joysticks) e seus pés acionam pedais para controlar o foco da câmera e o uso de energia (cautério) para selar vasos sanguíneos.

2. O Carro do Paciente (Braços Robóticos)

Posicionado exatamente sobre o paciente adormecido e esterilizado, encontra-se a torre principal que possui quatro braços mecânicos. Um braço segura a câmera endoscópica (que envia a imagem para o médico), e os outros três seguram os instrumentos cirúrgicos de precisão (pinças, tesouras, porta-agulhas). Esses instrumentos são inseridos no abdômen do paciente através de pequenas incisões (portais) que medem entre 8 e 12 milímetros.

3. A Tecnologia EndoWrist e o Filtro de Tremores

O grande diferencial da prostatectomia robótica é a tecnologia das pinças, conhecidas como EndoWrist. Elas são projetadas com pequenas articulações na ponta que reproduzem com exatidão os movimentos de rotação, flexão e extensão do punho humano, mas com uma vantagem extraordinária: conseguem girar 360 graus. Além disso, o cérebro computadorizado do robô possui um software de escalonamento de movimento e filtro de tremores. Se a mão do cirurgião apresentar um microtremor natural (fisiológico), o computador anula essa vibração, garantindo que a pinça dentro do paciente permaneça estática e absoluta. Se o médico move a mão 5 centímetros no console, ele pode configurar o robô para mover a pinça apenas 1 centímetro lá dentro, permitindo microcirurgias de altíssima delicadeza.

H2: Passo a passo: O tratamento câncer de próstata cirurgia robótica na prática

Muitos pacientes relatam que entender o que acontece enquanto estão sob anestesia reduz drasticamente a ansiedade pré-operatória. O tratamento câncer de próstata cirurgia robótica segue um protocolo mundialmente padronizado de segurança e precisão. Vamos destrinchar essa jornada.

H3: O pré-operatório e o alicerce psicológico

A preparação começa semanas antes da internação. O paciente é submetido a uma bateria completa de exames de Risco Cirúrgico: avaliações cardiológicas (eletrocardiograma, ecocardiograma), exames de sangue detalhados (coagulograma, função renal, glicemia) e avaliações anestésicas. É recomendado cessar o uso de medicamentos anticoagulantes (sob rigorosa orientação médica) e suspender o tabagismo para melhorar a oxigenação dos tecidos e facilitar a cicatrização pulmonar no pós-cirúrgico.

Nesta fase, o apoio psicológico e familiar é vital. O câncer não afeta apenas o corpo do homem; ele afeta a dinâmica do casal, a rotina dos filhos e a saúde mental do paciente. Conversar abertamente sobre os medos e planejar a rede de apoio para os dias de recuperação em casa faz parte do sucesso do tratamento. A parceira ou parceiro desempenha um papel central na motivação e nos cuidados iniciais pós-alta.

H3: O dia da cirurgia e o processo no centro cirúrgico

O paciente chega ao hospital em jejum (geralmente de 8 horas). Após a admissão e encaminhamento ao centro cirúrgico, a equipe de anestesiologia administra a anestesia geral. O paciente dormirá um sono profundo, indolor e será cuidadosamente monitorado (respiração, batimentos cardíacos, pressão).

Passo 1: Acesso minimamente invasivo e Pneumoperitônio A cirurgia começa com a insuflação do abdômen com gás carbônico medicinal (CO2). Esse gás afasta a parede abdominal dos órgãos internos, criando um “espaço de trabalho” (uma cúpula inflada) para que os braços robóticos se movimentem livremente sem lesionar os intestinos. Em seguida, os pequenos trocateres (tubinhos) são inseridos nos furos milimétricos, e o robô é acoplado (docking) ao paciente.

Passo 2: Dissecção e liberação da próstata O cirurgião, do seu console, começa a abrir os tecidos pélvicos. Ele isola a bexiga e encontra a próstata. A vascularização (veias e artérias) que nutre a próstata é cuidadosamente clipada e selada com energia térmica para evitar sangramentos. É neste ponto que a magnificação visual do robô brilha: o cirurgião consegue dissecar a próstata separando-a de órgãos vitais adjacentes com precisão nanométrica.

Passo 3: A retirada das vesículas seminais e linfonodos Além da próstata em si, a prostatectomia robótica curativa exige a remoção das duas vesículas seminais (glândulas anexas presas à base da próstata que também correm alto risco de invasão tumoral). Dependendo da agressividade do tumor (estabelecida na biópsia pelo Escore de Gleason), o cirurgião também realiza a Linfadenectomia Pélvica, que é a retirada das ínguas (linfonodos) ao redor das grandes veias e artérias da pelve, enviando esse material para análise patológica imediata para garantir que o câncer não tenha escapado da glândula.

Passo 4: A Anastomose Vesicouretral (A reconstrução) Uma vez que a próstata (junto com um segmento do canal da uretra que passava por dentro dela) foi removida e colocada em uma pequena bolsa plástica interna para extração posterior, fica um “buraco” entre a bexiga (acima) e o coto da uretra (abaixo). A urina precisa de um novo caminho contínuo.

O cirurgião robótico realiza então a anastomose: utilizando fios de sutura especiais, ele costura a “boca” da bexiga diretamente na uretra remanescente, refazendo o encanamento urinário. Graças aos braços articulados do robô, esses pontos (suturas) são dados com uma perfeição e estanqueidade que revolucionaram o tempo de cicatrização. Durante este passo, passa-se uma sonda vesical de Foley pelo pênis até a bexiga, garantindo que o novo canal fique moldado, alinhado e sem tensão enquanto cicatriza nos próximos dias.

Passo 5: Fim do procedimento A bolsa contendo a próstata tumoral é retirada através de um leve alargamento de uma das pequenas incisões abdominais (geralmente a do umbigo). O gás carbônico é esvaziado, as pequenas feridas são suturadas ou coladas, e o paciente é suavemente acordado da anestesia. Todo esse processo dura, em média, de 2 a 4 horas.

H2: Os grandes desafios: Preservação nervosa e controle urinário

Na cirurgia robótica para câncer de próstata, a erradicação oncológica é sempre o objetivo primário e inegociável. A vida vem em primeiro lugar. Contudo, o grande temor dos pacientes reside nas duas maiores sequelas potenciais deste procedimento: a disfunção erétil e a incontinência urinária. É aqui que a tecnologia robótica prova o seu valor imensurável na proteção da qualidade de vida masculina.

H3: O feixe neurovascular e a técnica “Nerve-Sparing”

A ereção masculina é um fenômeno vascular complexo deflagrado por comandos elétricos (nervos). Os finíssimos nervos cavernosos e os microvasos sanguíneos responsáveis por levar a ordem de ereção aos corpos cavernosos do pênis descem da pelve e passam “colados” nas laterais esquerda e direita da próstata (o feixe neurovascular).

Na cirurgia aberta tradicional, devido ao sangramento no campo cirúrgico e à visão limitada no fundo da pelve, esses nervos (que têm a espessura de um fio de cabelo) frequentemente eram lesionados ou cortados inadvertidamente, resultando em altas taxas de impotência definitiva.

Com a visão 3D ampliada da plataforma robótica, o cirurgião consegue enxergar perfeitamente esse véu de nervos. Ele utiliza a técnica de dissecção Nerve-Sparing (preservação nervosa), que consiste em “descascar” gentilmente os feixes nervosos para fora da próstata, afastando-os do perigo antes de remover a glândula. Se o tumor não estiver invadindo agressivamente essas laterais, os nervos são integralmente preservados. É importante ressaltar que os nervos sofrem um “choque” inflamatório por terem sido manipulados (neuropraxia), e a ereção não retorna no dia seguinte. O restabelecimento da potência sexual é um processo de reabilitação peniana contínua (com uso de medicamentos prescritos pelo urologista) que pode levar de 6 a 18 meses, mas a técnica robótica oferece a melhor fundação anatômica para que esse retorno seja bem-sucedido.

H3: O Esfíncter e a recuperação da continência

A capacidade de segurar a urina (continência) é controlada por um complexo muscular chamado esfíncter urinário externo, localizado imediatamente abaixo do ápice (ponta inferior) da próstata. Para remover a glândula, o cirurgião precisa cortar a uretra exatamente acima desse músculo, sem feri-lo.

A precisão dos instrumentos robóticos permite um corte incrivelmente limpo e próximo à próstata, preservando o comprimento máximo do esfíncter. Além disso, a sutura perfeita (anastomose) realizada pelo robô reduz o risco de vazamentos internos de urina, que poderiam causar inflamações prejudiciais à musculatura. Com essas estruturas preservadas, as taxas de recuperação precoce da continência urinária na via robótica são superiores, reduzindo a necessidade prolongada de fraldas e absorventes masculinos.

H2: Cirurgia robótica próstata recuperação: O roteiro completo do pós-operatório

Ao contrário das antigas operações onde o paciente ficava de cama por dias, enfrentando dores fortes devido aos músculos abdominais cortados, a cirurgia robótica próstata recuperação surpreende pela sua agilidade e conforto.

H3: As primeiras 24 horas no ambiente hospitalar

Após sair da sala de recuperação anestésica, o paciente é encaminhado para o seu quarto (ou CTI, dependendo de protocolos específicos do hospital ou comorbidades prévias). A dor nas pequenas incisões é geralmente mínima e muito bem controlada com analgésicos e anti-inflamatórios comuns na veia. Evita-se o uso de opioides fortes (como morfina) para não causar náuseas ou paralisar o intestino.

A mobilização precoce é uma regra de ouro moderna. Algumas horas após a cirurgia, estimula-se que o paciente sente na poltrona e, se tolerado, dê pequenos passos pelo quarto. Isso previne a formação de coágulos de sangue nas pernas (trombose) e ajuda a expulsar resquícios do gás carbônico usado na cirurgia, que pode causar uma dor reflexa temporária nos ombros. A dieta líquida é iniciada no mesmo dia ou na manhã seguinte, evoluindo rapidamente para sólidos assim que o intestino apresentar sinais de funcionamento (eliminação de gases).

H3: A alta hospitalar e o cuidado com a sonda

Em mais de 90% dos casos sem complicações, a alta hospitalar ocorre entre 24 e 48 horas após o término da cirurgia. O paciente vai para o conforto do seu lar andando, mas ele levará consigo um dispositivo temporário e essencial: a sonda de Foley.

A sonda é um tubo flexível de silicone que sai pelo pênis e se conecta a uma bolsa coletora de urina (que pode ser fixada na perna por baixo da calça). Como já explicamos, a bexiga foi recosturada na uretra. Se a urina passasse sob pressão nessa costura fresca, ou se a bexiga se enchesse demais e esticasse os pontos, a anastomose romperia. A sonda serve como um dreno constante, mantendo a bexiga vazia e servindo de molde interno para que o canal cicatrize de forma perfeita.

O uso da sonda dura, em média, de 5 a 10 dias. É normal sentir incômodo, sensação frequente de urgência para urinar (a ponta da sonda irrita a base da bexiga) e observar leves sangramentos na urina na bolsa coletora, especialmente ao caminhar ou mudar de posição. A higiene diária com água e sabão neutro ao redor do meato uretral (ponta do pênis) é a única manutenção exigida em casa.

H3: A retirada da sonda e a reabilitação em longo prazo

O retorno ao consultório para a retirada da sonda é um marco divisório na cirurgia robótica próstata recuperação. O procedimento de retirada em si é feito no ambulatório médico, dura menos de um minuto e é indolor, gerando apenas um breve desconforto.

A partir desse momento, o paciente reassume o controle da sua micção, mas deve estar preparado psicologicamente para escapes iniciais de urina. O músculo esfíncter estava “descansando” por dias com a sonda aberta, e agora precisa reaprender a contrair e segurar a pressão. O uso de absorventes masculinos leves nos primeiros dias ou semanas é comum e esperado. A realização diária dos Exercícios de Kegel (fisioterapia pélvica para fortalecimento muscular), previamente orientados pela equipe médica, acelera expressivamente o retorno ao estado de continência total.

O retorno ao trabalho em atividades de escritório ou home-office pode ocorrer já a partir do 10º ou 15º dia. Contudo, esforços físicos mais vigorosos, levantamento de peso (acima de 5 kg), atividades com impacto abdominal e exercícios intensos como musculação e ciclismo devem aguardar a liberação do urologista, o que geralmente ocorre após 30 a 45 dias de pós-operatório, para garantir a cicatrização firme das fáscias musculares onde os portais robóticos foram inseridos. O primeiro exame de PSA pós-operatório, para checar o sucesso oncológico (o PSA deve estar indetectável), geralmente é feito 30 a 60 dias após a cirurgia.

H2: Diagnóstico e prevenção: Quando a jornada urológica deve começar?

Toda essa jornada tecnológica de altíssima eficiência, da cirurgia robótica para câncer de próstata, só consegue salvar vidas e preservar funções quando encontra um diagnóstico precoce. Tumores de próstata avançados e disseminados (com metástase) não se beneficiam de cirurgia curativa, exigindo tratamentos sistêmicos mais agressivos, como bloqueios hormonais contínuos, radioterapias sistêmicas e quimioterapia, focados não mais na cura, mas no controle da progressão da doença.

Por isso, as sociedades médicas mundiais estabelecem diretrizes severas para o rastreamento (screening) da doença em homens assintomáticos:

  • Aos 50 anos de idade: Todos os homens devem iniciar o acompanhamento urológico anual rigoroso.
  • Aos 45 anos de idade: Homens que possuam fatores de risco elevados. Isso inclui homens negros (geneticamente predispostos a tumores de maior agressividade clínica) e homens que tenham histórico familiar de primeiro grau (pai ou irmãos que tiveram o diagnóstico de câncer de próstata antes dos 60 anos).

O diagnóstico tripé moderno baseia-se em:

  1. Exame de sangue (PSA): Mede o Antígeno Prostático Específico. O PSA não é exclusivo de câncer, ele pode subir por infecções ou crescimento benigno, mas sua elevação rápida é o alerta primário.
  2. Toque Retal: Rápido (dura 10 segundos) e essencial. O toque permite palpar nódulos endurecidos na borda da próstata que muitas vezes não elevam o nível do PSA no sangue (os chamados tumores PSA-negativos agressivos).
  3. Ressonância Magnética Multiparamétrica: O grande avanço radiológico pré-biópsia. Esse exame mapeia a próstata com extrema nitidez, localizando áreas suspeitas e classificando-as por risco (escore PI-RADS).
  4. Biópsia Prostática Guiada: Se a suspeita for alta, pequenas amostras de tecido são retiradas (via transretal ou transperineal guiada por ultrassom e fusão de imagem da ressonância) para comprovação microscópica do câncer pelo médico patologista.

Se você apresenta sintomas como demora para começar a urinar, jato fraco que interrompe, necessidade de acordar à noite várias vezes, dor pélvica profunda e, de forma inegociável, presença de sangue na urina ou no sêmen, o urologista deve ser procurado de forma imediata e urgente, independentemente da sua faixa etária.

H2: FAQ – Perguntas frequentes sobre o tratamento câncer de próstata cirurgia robótica

O ambiente do consultório é recheado de perguntas essenciais. Para garantir que você não saia deste artigo com dúvidas residuais, elaboramos esta seção focada em respostas rápidas, claras e diretas baseadas nas principais angústias de quem fará o tratamento câncer de próstata cirurgia robótica:

1. A cirurgia robótica para câncer de próstata garante a cura total da doença?

A cirurgia robótica é uma das formas mais eficazes e definitivas de tratamento. Se o câncer estiver restrito, encapsulado dentro da glândula prostática e o cirurgião conseguir removê-la com margens de segurança (sem deixar células malignas nas bordas), as taxas de cura superam 90%. Contudo, nenhum tratamento oncológico garante 100% de isenção no longo prazo. Por isso o monitoramento do PSA deve continuar de forma recorrente por muitos anos após a operação.

2. Todo homem que tira a próstata pelo robô fica impotente?

Não. A ocorrência de disfunção erétil varia radicalmente com a idade do paciente, a qualidade das ereções antes da cirurgia (comorbidades como diabetes e hipertensão severa prejudicam muito) e, fundamentalmente, com o estágio da doença. A plataforma robótica, através da visão em alta definição, aumentou drasticamente as taxas de preservação dos nervos eretores (nerve-sparing). A reabilitação exige paciência e seguimento rigoroso dos protocolos medicamentosos urológicos, mas as perspectivas modernas são infinitamente mais promissoras do que na era da cirurgia aberta.

3. A cirurgia robótica dói menos que as outras cirurgias pélvicas?

Absolutamente sim. Como a cirurgia dispensa as grandes incisões da parede abdominal que seccionavam fáscias musculares profundas, a resposta inflamatória e a liberação de agentes de dor no organismo são mínimas. A dor da cirurgia robótica é predominantemente leve, restrita aos pequenos portais (furinhos de 1 cm) na pele e tratada facilmente com dipirona ou paracetamol.

4. Quanto tempo vou precisar ficar de fralda ou absorvente para a urina?

Cada corpo tem um ritmo biológico de recuperação muscular próprio. Alguns pacientes apresentam continência perfeita no mesmo dia da retirada da sonda vesical. A grande maioria, com o auxílio fundamental de exercícios focados no assoalho pélvico (fisioterapia pélvica especializada), readquire o controle satisfatório nas primeiras quatro a doze semanas. Escapes em situações de grande esforço físico (tosse forte, espirro, levantar peso excessivo) podem persistir um pouco mais, mas a incontinência definitiva total é um evento raríssimo e tratável com o avanço atual da tecnologia robótica.

5. Os planos de saúde e o SUS cobrem a cirurgia robótica?

No Brasil, as regras regulatórias sobre cobertura robótica por operadoras de saúde suplementar estão sempre em evolução nos tribunais e na ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). A imensa maioria dos planos premium possui coberturas previstas, e muitos pacientes conseguem viabilizar os custos diferenciais da plataforma Da Vinci através de arranjos administrativos mistos com o hospital e a equipe cirúrgica. O SUS possui programas experimentais em pouquíssimos polos de excelência acadêmica e centros de referência oncológica pelo país, mas o acesso universal em rede pública ainda é uma realidade distante devido aos altos custos de implantação e manutenção dos robôs.

6. Existe limite de idade para realizar a prostatectomia robótica?

Não existe um limite numérico estrito (uma “idade de corte” oficial). A indicação para a cirurgia robótica para câncer de próstata baseia-se na expectativa e na qualidade de vida do paciente (idealmente, se ele tiver mais de 10 anos de expectativa de vida geral). Um paciente de 74 anos, ativo, praticante de exercícios, sem grandes problemas cardíacos e com biologia tumoral favorável pode ser um candidato excepcionalmente melhor para a cirurgia robótica do que um homem de 60 anos com obesidade mórbida, diabetes descompensada e sérios danos vasculares. A avaliação é sempre clínica, global e individualizada.

H2: Conclusão: A informação e a tecnologia como primeiro passo para a cura

Navegar pelas águas do diagnóstico de um câncer de próstata não é um trajeto destinado a ser percorrido na solidão e no desespero. Ao mergulhar fundo nos mecanismos, nas proteções anatômicas e na logística da cirurgia robótica para câncer de próstata, esperamos ter desmistificado o ambiente hospitalar e devolvido a você o controle emocional sobre o seu próprio corpo e destino.

A medicina baseada na cirurgia robótica elevou a cura oncológica a um novo patamar de refinamento e respeito ao corpo masculino. Da precisão absurda do console à rápida recuperação em casa junto aos entes queridos, o tratamento câncer de próstata cirurgia robótica foi projetado para que o câncer seja apenas um capítulo breve da sua história, permitindo que as páginas seguintes sejam escritas com saúde, energia, dignidade funcional e muitos anos de vida. Não protele a sua saúde, não tema os exames preventivos e confie plenamente no avanço tecnológico que hoje se encontra à sua disposição.


O acompanhamento com um urologista experiente é fundamental para o diagnóstico correto e a escolha do melhor tratamento. O Dr. Gilberto Almeida atua no diagnóstico e tratamento das doenças urológicas, com foco em uro-oncologia e cirurgia robótica.

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