Câncer de Testículo: Tratamento, Fertilidade e Prognóstico
O câncer de testículo tratamento tem uma das maiores taxas de cura entre todos os tumores sólidos — mais de 95% dos casos são curáveis quando diagnosticados precocemente. Apesar disso, muitos homens desconhecem as opções terapêuticas disponíveis e o impacto que o tratamento pode ter sobre a fertilidade. Neste artigo, o Dr. Gilberto Almeida, urologista em Itajaí (SC), explica os tipos de tumor, os estágios da doença e as estratégias de preservação da fertilidade.

Tipos de câncer de testículo
Os tumores de células germinativas correspondem a mais de 95% dos cânceres de testículo. Dividem-se em dois tipos principais: seminomas — tumores de crescimento mais lento, altamente radiosensíveis e quimiosensíveis — e não-seminomas (carcinoma embrionário, teratoma, coriocarcinoma, tumor do saco vitelínico), que tendem a ser mais agressivos e crescem mais rapidamente. A distinção entre os dois tipos é fundamental para definir o câncer de testículo tratamento mais adequado.
Diagnóstico: como o tumor é identificado
O diagnóstico começa com a ultrassonografia testicular, que identifica massas suspeitas com alta sensibilidade. Os marcadores tumorais séricos — AFP (alfafetoproteína), beta-HCG e LDH — são essenciais tanto para o diagnóstico quanto para o monitoramento do tratamento. A confirmação definitiva é feita após a orquiectomia radical (remoção cirúrgica do testículo), com análise histopatológica. A biópsia percutânea não é recomendada pelo risco de disseminação linfática.
Estágios do câncer de testículo
O estadiamento do câncer de testículo usa o sistema TNM-S, onde “S” representa os marcadores séricos. O estágio I indica tumor confinado ao testículo (sem metástases). O estágio II indica metástases em linfonodos retroperitoneais. O estágio III indica metástases viscerais (pulmão, fígado, cérebro). A determinação do estágio orienta diretamente o planejamento do câncer de testículo tratamento.
Tratamento por estágio
Para o estágio I, após a orquiectomia radical, as opções incluem vigilância ativa (para seminoma de baixo risco), radioterapia adjuvante (seminoma) ou quimioterapia com carboplatina (1 ciclo). Para estágio II, o câncer de testículo tratamento inclui radioterapia (seminoma IIA/IIB) ou quimioterapia com BEP (bleomicina, etoposídio, cisplatina). Para estágio III, a quimioterapia com BEP é o padrão, com 3 ou 4 ciclos dependendo do grupo prognóstico.
Orquiectomia radical: a cirurgia inicial
A orquiectomia radical inguinal — remoção do testículo pela virilha — é o primeiro passo em todos os casos de câncer de testículo. O acesso inguinal evita a disseminação para os linfonodos pélvicos. A cirurgia é realizada com anestesia geral ou regional, geralmente em regime ambulatorial ou com internação de 1 dia. Implantes testiculares de silicone podem ser inseridos no mesmo ato para fins estéticos, se o paciente desejar.
Fertilidade: como o tratamento impacta e como preservar
A quimioterapia e a radioterapia podem afetar temporária ou permanentemente a produção de espermatozoides. Por isso, o banco de sêmen (criopreservação) antes do início do tratamento é fortemente recomendado a todos os pacientes em idade reprodutiva. Com um testículo remanescente saudável, a maioria dos homens recupera a fertilidade entre 1 e 2 anos após o fim da quimioterapia. A testosterona geralmente não é afetada de forma permanente.
Prognóstico: chances de cura por estágio
O câncer de testículo tem um dos melhores prognósticos entre os tumores malignos. A taxa de sobrevida em 5 anos é de 99% para estágio I, 96% para estágio II e 73% para estágio III de bom prognóstico. Mesmo em casos avançados, a quimioterapia de resgate com cisplatina oferece altas taxas de resposta. O acompanhamento pós-tratamento é fundamental para detecção precoce de recidivas.
Acompanhamento e cuidados após o tratamento
Após o câncer de testículo tratamento, o seguimento inclui consultas regulares, dosagem de marcadores tumorais e exames de imagem (tomografia do tórax e abdome). O cronograma varia conforme o estágio e o tipo de tratamento recebido. Recomenda-se acompanhamento por pelo menos 5 anos. O autoexame mensal do testículo remanescente também é orientado.
Agende uma avaliação com o Dr. Gilberto Almeida
Se você identificou um nódulo ou assimetria testicular, ou se já tem o diagnóstico de câncer de testículo, procure um urologista especializado em oncourologia. O diagnóstico precoce é determinante para o sucesso do tratamento. Segundo o INCA, o câncer de testículo é o tumor maligno mais comum em homens entre 15 e 35 anos.
Agende sua consulta com o Dr. Gilberto Almeida em Itajaí — SC. Com experiência em oncourologia, ele vai orientá-lo sobre o tratamento e a preservação da fertilidade.

